Mais de 2,4 mil pessoas concluíram cursos profissionalizantes pelo Qualifica Piauí em 2026. De acordo com dados da Secretaria de Estado do Trabalho e Emprego (Setre), o programa contabiliza 2.483 concludentes e 2.789 vagas distribuídas em municípios dos 12 territórios de desenvolvimento do estado. A iniciativa oferece formação em áreas técnicas, serviços e tecnologia, com o objetivo de preparar trabalhadores para novas oportunidades profissionais.
A oferta chega a municípios como Parnaíba, Piripiri, Picos, Campo Maior, Teresina, Altos, Água Branca, Amarante, Elesbão Veloso, Canto do Buriti, Curimatá e Simões, entre outras localidades. A distribuição contempla diferentes regiões do Piauí, da Planície Litorânea à Chapada Vale do Rio Itaim.
A grade reúne cursos de eletricista, mecânica de motocicletas, refrigeração residencial, corte e costura, cabeleireiro básico e gastronomia fast-food. Também há qualificação em informática básica, Canva com inteligência artificial, desenvolvimento de jogos, empreendedorismo, empregabilidade, rotinas administrativas e cuidador de idosos e flebotomia.
Para levar as formações aos municípios, o programa conta com unidades móveis organizadas por modalidade. A estrutura prevista inclui três unidades para gastronomia fast-food, duas para corte e costura, duas para cabeleireiro básico, duas para mecânica de motocicletas e duas para refrigeração residencial. Há ainda unidades destinadas a eletricista com NR10, Multicursos I, Multicursos II e cuidador de idosos e flebotomia.
Além da qualificação profissional, os alunos que atendem aos critérios estabelecidos podem receber uma bolsa de R$ 400, previsto na Lei Estadual nº 8.550/2024. O benefício contempla públicos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, como pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) ou beneficiárias de programas de transferência de renda, mulheres chefes de família e mães solo, pessoas com deficiência e pessoas em situação de rua, além de trabalhadores que se enquadrem nos requisitos específicos do programa. A concessão depende de seleção e do cumprimento dos critérios, incluindo frequência mínima de 75% das aulas e realização das atividades programadas.
Para o exercício de 2027, está prevista a entrega de kits de inclusão produtiva aos participantes dos cursos de qualificação profissional, como estratégia de incentivo à geração de renda e ao empreendedorismo. A iniciativa visa proporcionar aos beneficiários condições para aplicar, na prática, os conhecimentos e habilidades adquiridos durante o processo de qualificação, contribuindo para o fortalecimento da autonomia financeira, a inserção no mercado de trabalho e o desenvolvimento de atividades produtivas.
A carga horária varia conforme a formação. Os cursos profissionalizantes descritos na grade têm 66 horas, enquanto as modalidades Multicursos I e II possuem 44 horas. A oferta combina atividades práticas com conteúdos de informática e ferramentas digitais.

