O Pacto pela Economia, iniciativa do Governo do Piauí, tem como meta dobrar a renda média familiar em 12 municípios piauienses selecionados para a primeira etapa do programa. A estratégia aposta na organização das vocações produtivas locais como caminho para impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável.
A escolha dos municípios seguiu critérios específicos: cidades com até 10 mil habitantes, cada um localizado em um território de desenvolvimento diferente. Os 12 municípios contemplados são: Betânia do Piauí, Buriti dos Montes, Campo Largo do Piauí, Cocal dos Alves, Coronel José Dias, Cristino Castro, Ipiranga do Piauí, Jerumenha, Monsenhor Gil, São José do Peixe, São José do Piauí e Tanque do Piauí.
Para atualizar os dados e conhecer de forma mais aprofundada o diagnóstico socioeconômico, será realizado um Censo Econômico Domiciliar, que vai mapear famílias, propriedades e atividades produtivas, permitindo um acompanhamento mais preciso dos impactos do programa ao longo do tempo.
Foto: Ascom Seplan
A lógica do Pacto pela Economia é transformar potencialidades já existentes em geração de renda, articulando o Estado, prefeituras e setor produtivo. “A proposta não cria novas vocações artificiais, mas organiza atividades econômicas já presentes nos territórios, conectando apoio público e acesso a mercado”, afirma Renata Lacerda, diretora de Avaliação de Políticas Públicas do Centro de Inteligência em Economia e Estratégia Territorial, vinculado à Secretaria de Planejamento do Estado.
Entre os principais eixos produtivos identificados estão cadeias da agropecuária e agroindústria, como mel, caju, mandioca, leite, ovinocaprinocultura, frutas e grãos, além do turismo e economia criativa, com destaque para o turismo de natureza e arqueológico, gastronomia, artesanato e identidade cultural. O programa também contempla setores emergentes, como economia digital, energia renovável, biotecnologia, mineração sustentável e serviços tecnológicos.
Foto: Gabriel Paulino
Para operacionalizar essa estratégia, o Pacto está estruturado em sete eixos de intervenção, chamados de “choques”, que atuam de forma simultânea em toda a cadeia produtiva.
O primeiro, “Bora Produzir”, foca no aumento da capacidade produtiva, com oferta de insumos, sementes certificadas, assistência técnica e apoio a pequenas agroindústrias. Já o “Bora Vender” busca ampliar mercados e reduzir a dependência de atravessadores, fortalecendo canais de comercialização.
O eixo “Bora Inovar” introduz soluções tecnológicas adaptadas à realidade local, como irrigação, energia solar, aplicativos de gestão e melhorias em processos produtivos. Na sequência, o eixo de “Qualificação”prevê capacitação técnica e formação em gestão, incluindo a oferta de cursos técnicos em agrotécnica e empreendedorismo nas escolas estaduais dos municípios participantes.
A infraestrutura é outro ponto central, com investimentos em estradas vicinais, cisternas, poços, energia e unidades produtivas. O ambiente de negócios também será fortalecido com medidas de desburocratização, formalização de empreendedores, certificações e regularização fundiária e urbana.
Por fim, o acesso ao crédito será ampliado por meio de microcrédito ágil, fundos rotativos e simplificação de programas como o Pronaf, garantindo condições para que produtores e empreendedores possam expandir suas atividades.
Foto: Ascom Seplan
A execução do programa envolve diversos órgãos estaduais e parceiros institucionais, em uma estratégia de integração de políticas públicas já existentes. A proposta inclui ainda monitoramento por resultados, com uso de ferramentas digitais para acompanhamento de indicadores e avaliação de impacto.
Inserido no contexto dos Pactos pelo Piauí, o Pacto pela Economia representa uma nova etapa da política de desenvolvimento estadual, conectando ações sociais a uma agenda estruturada de geração de renda. A experiência inicial com os 12 municípios será ampliada para todos os municípios do estado.

