Os 7 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de Teresina realizaram, entre os meses de janeiro e junho de 2026, mais de 87.980 atendimentos a pessoas com transtornos mentais severos e persistentes. O dado foi recentemente divulgado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) e inclui atividades em grupo, atendimentos individuais, oficinas terapêuticas e acompanhamento familiar.
Os CAPS funcionam em regime de porta aberta, o que significa que qualquer pessoa pode procurar atendimento diretamente, sem precisar de encaminhamento prévio. Nesses serviços, o cuidado é oferecido por equipes multiprofissionais, que reúnem especialistas como psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e profissionais de apoio.
Complementando esse trabalho, o PROVIDA atua de forma especializada no atendimento a pessoas que passaram por tentativa de suicídio. No mesmo período, registrou 3.101 atendimentos. Localizado no centro da cidade, o ambulatório funciona de segunda a sexta-feira, com psicólogos e psiquiatras, e realiza uma triagem inicial para avaliar a necessidade de acompanhamento contínuo.
A rede também se estende às 91 Unidades Básicas de Saúde (UBS), responsáveis por casos leves de transtornos mentais. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para psicólogos e psiquiatras nos ambulatórios especializados.
Nos casos mais graves, o Hospital da Primavera oferece oito leitos psiquiátricos exclusivos para adolescentes e adultos com comportamento suicida agravado, sendo referência nacional por sua especificidade. Já em situações de urgência, como surtos psicóticos ou tentativas de suicídio, o SAMU pode ser acionado pelo 192 e o Hospital Areolino de Abreu é a unidade que mantém atendimento psiquiátrico 24 horas
A gerente de saúde mental da FMS, Luana Bueno, ressalta que os transtornos mentais ainda sofrem forte estigma social, mas devem ser tratados com a mesma seriedade que qualquer outra condição de saúde. “Não podemos falar em saúde sem falar em saúde mental. Se alguém quebra o pé, procura um médico. Da mesma forma, é fundamental buscar a rede de assistência psicossocial diante de um problema psíquico”, afirma.
Ela lembra que doenças mentais não estão relacionadas a fraqueza ou falta de vontade. “O tratamento contribui para uma melhor qualidade de vida, ajudando as pessoas a gerenciar emoções e enfrentar os desafios do cotidiano. Buscar ajuda é um sinal de coragem e força, nunca de fraqueza”, lembrando que o cuidado em saúde mental é também um investimento na qualidade de vida e na dignidade humana.
ASCOM FMS

