A Secretaria das Mulheres do Piauí (Sempi) sediou, nesta sexta-feira (20), o II Fórum Piauiense de Mulheres no Hip Hop. Com programação gratuita e aberta ao público, o evento reuniu mulheres do movimento hip hop, artistas, educadoras e a comunidade em um espaço de troca de experiências, formação e articulação.
A programação contou com Feirinha Criativa, reunindo produções artísticas desenvolvidas por mulheres, além de oficina de defesa pessoal e Espaço Kids, com atividades como pintura com geotinta, dança com bambolês, práticas circenses e breaking (dança urbana).
Durante o fórum, também foram realizadas as seletivas estaduais da Batalha da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, nas categorias breaking, open style, DJ, MC e graffiti. As participantes selecionadas irão representar o Piauí na etapa nacional, que acontecerá em Minas Gerais, no mês de maio.
A secretária das Mulheres do Piauí, Zenaide Lustosa, destacou a importância do momento como espaço de escuta e construção coletiva de políticas públicas mais inclusivas.
“Esse é um momento de escuta, sensibilização e reflexão sobre as desigualdades e a diversidade que compõem a nossa sociedade. O Estado ainda precisa avançar para alcançar todas as mulheres, especialmente aquelas que estão nas pontas. Por isso, é fundamental ampliar espaços como este, de diálogo e integração. A cultura e a educação são caminhos essenciais para transformar a realidade das mulheres, especialmente das que mais enfrentam desigualdades, como mulheres negras, trans e lésbicas. Nosso compromisso é construir políticas públicas que alcancem todas, ouvindo também as críticas e demandas que nos fazem avançar”, afirmou.
A coordenadora de Diversidade e Inclusão da Sempi, Ayra Dias, ressaltou a relevância da parceria com o movimento hip hop e o fortalecimento das políticas culturais. “Esse evento demonstra a importância do investimento e do fortalecimento das políticas públicas na área da cultura, sobretudo no reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas mulheres nesse campo. O hip hop é um movimento que historicamente atua no enfrentamento às diversas formas de violência que atravessam a vida das mulheres, e essa ação conjunta fortalece o diálogo entre o Estado e as expressões culturais”, destacou.
Para a B-girl Rejane Oliveira, fundadora do Coletivo de Mulheres no Hip Hop e uma das organizadoras do fórum, o encontro é fundamental para fortalecer a rede entre as participantes e dar visibilidade às demandas do movimento. “Esse é um momento de se conhecer, trocar experiências, debater políticas públicas e também se apresentar enquanto movimento. Precisamos ser ouvidas e ter nossas demandas reconhecidas. Além disso, é um espaço de acolhimento, para que as mulheres entendam que não estão sozinhas. Juntas, somos mais fortes”, pontuou.
O evento reafirma o compromisso da Sempi com a promoção da diversidade, o fortalecimento da cultura e o enfrentamento às violências de gênero, por meio da escuta ativa e da construção coletiva com os movimentos sociais.

