Hospital Municipal da Criança (Foto: ASCOM/FMS)
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) está promovendo mudanças positivas no Hospital da Criança para qualificar o atendimento infantil na rede pública de saúde de Teresina. No local, serão criados leitos de estabilização destinados a crianças em estado mais crítico. Além disso, o serviço de urgência da unidade será transferido, ainda no primeiro semestre de 2026, para a UPA do Promorar, que recebeu reforço no número de médicos pediatras para garantir o atendimento.
Atualmente, o serviço de urgência pediátrica está disponível em todas as zonas da capital: Zona Sul: UPA Renascença; Zona Sudeste: UPA Promorar; Zona Leste: UPA Satélite e Zona Norte: Hospital do Buenos Aires. Crianças em situação de urgência e emergência devem ser encaminhadas para essas unidades. Já os casos leves podem ser atendidos nas 91 Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas pela cidade.
Segundo Gina Nogueira, diretora da Assistência Especializada da FMS, trata-se de uma reestruturação estratégica para ampliar a capacidade de resposta da rede: “Com essas mudanças no Hospital da Criança, teremos mais leitos disponíveis para atender as crianças de Teresina e da região Entre Rios, maior rotatividade e uma assistência mais qualificada. Nesse período sazonal, há aumento da demanda, mas ninguém ficará sem atendimento, já que o serviço de urgência está presente em todas as zonas e houve reforço de profissionais no Promorar.”
Segundo Gina, as mudanças estruturais e de redimensionamento de pessoal estão em fase final de execução e deverão ser concluídas nos próximos meses, conforme cronograma da equipe técnica responsável. “A expectativa é que, com a conclusão dessas etapas, o Hospital da Criança esteja plenamente reorganizado para oferecer um atendimento pediátrico mais ágil e resolutivo. Para avaliar continuamente as necessidades e garantir eficiência no atendimento, foi montada uma equipe multiprofissional com profissionais da DAE e do setor de regulação”.
A diretora geral do Hospital da Criança, Nicole Alves, destaca que cerca de 80% dos atendimentos realizados na urgência da unidade poderiam ser resolvidos na atenção básica, por meio das UBS, inclusive há uma unidade localizada atrás do hospital. “É fundamental que a população utilize o Sistema Único de Saúde de forma eficiente, buscando os serviços básicos nas UBS e deixando as UPAs para casos de urgência, que geralmente envolvem risco de morte. Isso evita a sobrecarga do sistema e torna a rede mais ágil e eficaz”, finaliza.

