O Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres foi instituído para promover uma cultura global de conscientização e prevenção contra catástrofes naturais e ambientais e é celebrado anualmente, no dia 13 de outubro.
A Defesa Civil de Ubatuba trabalha, constantemente, em harmonia com esse objetivo, com foco na prevenção e mitigação de desastres. A ação mais recente do órgão é o planejamento antecipado de ações para reduzir os riscos de desastres associados às condições climáticas previstas para a primavera e o verão de 2026/2027.
Diante de um possível cenário de chuvas intensas e seus impactos no município, como alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, quedas de árvores e destelhamentos, a Defesa Civil iniciou um trabalho de prevenção de desastres direcionado especialmente ao enfrentamento do El Niño.
Além das tradicionais condições do verão na cidade, como alto índice pluviométrico – que, em ocorrência constante, gera encharcamento do solo com possibilidade de deslizamentos e alagamentos, o El Niño reforça a necessidade de acompanhamento das condições meteorológicas, o monitoramento de áreas de risco e a organização das equipes para atuar em situações de emergência.
Tudo isso porque, de acordo com a meteorologista da Geopixel, Linda Muzareli, o fenômeno altera os padrões de chuva e temperatura em todo o país. “ Em Ubatuba, esses efeitos são sentidos, principalmente, em dias mais quentes, ondas de calor constantes e tempestades mais fortes e volumosas nos períodos de chuva. Por conta dessas tempestades intensas, a população deve ficar atenta aos riscos de alagamentos, inundações, deslizamentos de terra nas encostas, estragos causados por ventos fortes e ressaca no mar”, explicou Linda.
A preparação também envolve a integração entre os setores municipais envolvidos no Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), responsáveis pela prevenção e pela resposta a ocorrências, além da atualização de procedimentos para agilizar a mobilização em caso de necessidade.
“É importante o trabalho contínuo que fazemos de monitoramento e educação em prevenção, mapeando as áreas de risco e identificando como priorizá-las para a implantação de medidas de mitigação. Nosso objetivo principal é garantir que a Administração Municipal apresente à sociedade resultados concretos e palpáveis” , afirmou o diretor de Gestão da Defesa Civil, Alexandre Napoli.
Outras ações
Em maio de 2026, o município inaugurou o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), uma ferramenta que agregou à estrutura de acompanhamento das condições meteorológicas, fornecendo informações para apoiar a tomada de decisões. O monitoramento contribui para identificar situações que exigem atenção e orientar as ações da Defesa Civil.
O órgão ainda realiza atividades educativas em comunidades e escolas para informar sobre os riscos locais, os cuidados durante os períodos de chuva intensa e os procedimentos recomendados em situações de emergência. “Realizamos, ainda, um trabalho de criação de núcleos para otimizar logística em situações de emergência, inclusive com planejamento de simulados, além de orientação constante dos moradores em áreas de risco sobre como proceder em caso de ocorrência”, acrescentou Napoli.
O diretor ainda lembrou que a população deve acompanhar os comunicados oficiais, observar sinais de risco e seguir as orientações das equipes de emergência. “A combinação entre monitoramento, planejamento e informação permite preparar o município para ocorrências e reduzir os possíveis impactos sobre os moradores”, finalizou.
Mais sobre a data
O Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1989.
A data funciona como um chamado global alinhado ao Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres, que estabelece metas internacionais até 2030 para proteger vidas humanas, preservar a infraestrutura essencial e diminuir os prejuízos socioeconômicos causados por eventos extremos.
Em 2026, as campanhas giram em torno do tema “A resiliência começa em casa“, uma abordagem que enfatiza o papel fundamental do ambiente doméstico e da organização comunitária na preparação prévia contra perigos climáticos.
O foco central da celebração é conscientizar os governos, o setor privado e os cidadãos comuns sobre a importância crucial de se investir em estratégias de prevenção e mitigação — como o planejamento urbano adequado, o respeito às leis de zoneamento e a engenharia resiliente — em vez de concentrar esforços e recursos apenas no gerenciamento e nas respostas de emergência após as tragédias já terem acontecido.

