Foto: Ascom Semai
O II Curso de Justiça Climática chegou ao fim nesta quarta-feira (19), em Teresina, após uma jornada de formação, debates e troca de experiências sobre os impactos das mudanças climáticas e os caminhos para a construção de cidades mais justas e resilientes. O encerramento foi realizado no Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), reunindo participantes para uma programação presencial marcada por oficinas e apresentação de propostas.
Promovido pela Agenda Teresina 2030 em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o curso foi desenvolvido ao longo das últimas semanas, combinando atividades virtuais e presenciais. A formação reuniu representantes de diferentes setores da sociedade, incluindo a comunidade acadêmica e científica, servidores municipais, estaduais e federais, coletivos e organizações da sociedade civil, além de instituições como a Defensoria Pública e o Governo do Estado do Piauí. A diversidade de participantes contribuiu para ampliar o debate sobre os desafios climáticos e fortalecer a articulação entre diferentes áreas e instituições.
A formação teve como objetivo ampliar a compreensão sobre justiça climática e fortalecer a capacidade de gestores e profissionais para incorporar a perspectiva climática às políticas públicas. Ao longo do curso, os participantes tiveram contato com diferentes dimensões da justiça climática, considerando a relação entre mudanças climáticas, desigualdades sociais, gênero, vulnerabilidades e planejamento urbano.
A programação de encerramento contou com o Módulo 6 – Laboratório de Soluções, dedicado à aplicação prática dos conhecimentos trabalhados durante a formação. Os participantes desenvolveram e apresentaram propostas voltadas aos desafios climáticos de Teresina, além de compartilhar experiências e construir soluções de forma coletiva.
Entre as participantes da formação estiveram Jaqueline Oliveira, especialista no Enfrentamento à Violência Baseada no Gênero do UNFPA; Becchara Miranda, sócio-diretor da BM Assessoria e Consultoria; e Tassiane Lemos, pesquisadora em Desastres Socioambientais e Governança Climática pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A proposta foi aproximar conceitos, dados e evidências da realidade de Teresina, estimulando a construção de respostas que considerem as características e necessidades da população local. No Laboratório de Soluções, esse conhecimento foi transformado em iniciativas apresentadas pelos próprios participantes, com propostas relacionadas a diferentes desafios enfrentados pelo município.
“Este curso foi um espaço para transformar conhecimento em propostas concretas. No Laboratório de Soluções, os participantes apresentaram iniciativas voltadas aos desafios climáticos de Teresina e mostraram que existem caminhos possíveis para avançarmos. A Agenda Teresina 2030 pretende seguir próxima dessas instituições, apoiando e articulando esforços para que essas soluções possam sair do papel e contribuir para uma cidade mais resiliente, inclusiva e preparada para os impactos das mudanças climáticas”, destacou o coordenador da Agenda Teresina 2030.
Com o encerramento, as propostas desenvolvidas durante o curso passam a integrar uma agenda de possibilidades para o enfrentamento dos desafios climáticos de Teresina. A intenção é que o diálogo construído entre poder público, academia, instituições e sociedade civil tenha continuidade, fortalecendo a cooperação e criando condições para que as soluções apresentadas possam ser aprimoradas e implementadas no território.

